Reinaldo Henrique da Silva Pamplona era considerado foragido após atropelar Jamile e fugir sem prestar socorro
Reinaldo Henrique da Silva Pamplona, de 28 anos, suspeito de atropelar a comerciante Jamile Domingues, de 42 anos, e fugir sem prestar socorro, foi preso nesta terça-feira (5), em Timbó (SC), após investigação da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. O acidente aconteceu na madrugada de 14 de março, na Avenida Brilhante, em Campo Grande, e deixou a vítima com uma das pernas amputadas.
Motorista suspeito de atropelar e arrancar perna de comerciante se apresenta à polícia em Campo Grande. Reinaldo Henrique da Silva Pamplona compareceu à 6ª Delegacia três dias após o incidente que deixou Jamile Domingues, de 42 anos, gravemente ferida na Rua Brilhante. O acidente ocorreu na madrugada de sábado, quando a vítima atravessava a rua com o marido. Testemunhas relatam possível disputa de racha entre dois veículos. A comerciante permanece internada em estado grave no CTI da Santa Casa, onde teve a perna esquerda amputada devido à violência do impacto.
Reinaldo é mecânico e dono de uma oficina localizada no Bairro Amambaí. A apresentação dele ocorre três dias após o atropelamento que deixou a vítima gravemente ferida.
O caso ganhou grande repercussão desde o fim de semana, principalmente pela violência do impacto. Jamile teve a perna esquerda arrancada e permanece internada em estado grave no CTI (Centro de Terapia Intensiva) da Santa Casa.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, a vítima atravessava a Rua Brilhante quando foi atingida por um veículo em alta velocidade. A força da colisão foi tão intensa que parte da perna esquerda foi decepada e arremessada até a Travessa Ômega, a alguns metros do ponto do atropelamento, enquanto Jamile permaneceu caída na via.
O socorro foi realizado por equipe do Corpo de Bombeiros Militar, que encaminhou a comerciante para a Santa Casa antes mesmo da chegada das equipes policiais. Devido à gravidade dos ferimentos, ela precisou passar por cirurgia e teve a perna esquerda amputada.
Segundo o marido da vítima, o comerciante Dorival Ribeiro, de 47 anos, o casal havia acabado de fechar a conveniência da família, localizada no Jardim Tarumã, quando decidiu encontrar amigos em uma sobaria na Rua Brilhante, por volta da 1h.
“Um casal de amigos estava lá e chamou a gente para comer um sobá. Parei o carro, peguei na mão dela e fomos atravessar. Não tinha movimento nenhum. Quando estávamos quase chegando na calçada, percebi o carro, mas ele já estava em cima da gente”, relatou.
Dorival contou que o impacto aconteceu quando os dois atravessavam a rua de mãos dadas. Jamile foi atingida diretamente e sofreu os ferimentos mais graves.
Após o atropelamento, o motorista não parou para prestar socorro e deixou o local. Testemunhas relataram que dois veículos trafegavam em alta velocidade pela região e poderiam estar disputando racha momentos antes do acidente.
Uma mulher que passava pelo local contou ao marido da vítima que os carros já estariam correndo desde a região do Hotel Vale Verde, na Avenida Afonso Pena.
“Ela disse que desde lá eles estavam tirando racha. Segundo ela, os dois passaram muito rápido e não tentaram frear”, afirmou Dorival.
Imagens de câmeras de segurança de imóveis da região registraram o momento da colisão por volta de 1h. As gravações mostram o instante em que a vítima é atingida enquanto atravessava a via.
Em um dos vídeos também é possível ver parte da perna da vítima caída em frente a uma residência na Travessa Ômega, evidenciando a violência do impacto.
Durante os trabalhos periciais, uma peça da carroceria de um veículo foi encontrada na via e recolhida para análise. Informações iniciais apontavam que o carro envolvido poderia ser um modelo Citroën de cor preta ou escura, possivelmente do tipo hatch.
Apesar das diligências realizadas na região logo após o acidente, o veículo não havia sido localizado até então.
Além da gravidade do atropelamento, o estado de saúde de Jamile preocupa a família por causa de um histórico recente de complicações médicas. Há cerca de seis meses, ela passou por uma cirurgia para retirada do útero que apresentou infecção e exigiu um longo período de recuperação.
“Ela ficou 33 dias no CTI e precisou abrir novamente para corrigir. Isso foi em setembro e ela ainda estava se recuperando”, contou o marido.
Desde o acidente, familiares também mobilizam campanhas de doação de sangue para ajudar no tratamento da comerciante. Quem puder contribuir deve procurar o banco de sangue da Santa Casa de Campo Grande e informar o nome da paciente no momento da doação.
Com a apresentação de Reinaldo Henrique da Silva Pamplona nesta terça-feira, a Polícia Civil passa a ouvir o suspeito e reunir novos elementos para esclarecer as circunstâncias do atropelamento.
O caso foi registrado inicialmente na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) e no Cepol (Centro Especializado de Polícia Integrada) e segue sob investigação.


