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Lula: COP30 fará o mundo olhar de uma forma diferente para a Amazônia

Também houve queda de granizo em alguns bairros e previsão aponta para novas tempestades durante a semana

O alerta de tempestade que estava vigente para Campo Grande se confirmou na tarde deste domingo (2). Em menos de uma hora, a chuva causou transtornos devido a forte intensidade, sendo registradas queda de granizo, de árvores e da estrutura metálica de uma lanchonete.

Por volta das 16h o tempo virou e as nuvens fizeram a Capital escurecer. Ventos chegaram a 55,6 km/h, segundo o meteorologista Natálio Abrãao.

Devido aos ventos fortes, foi registrada queda de várias árvores em vários locais. Na Avenida Mato Grosso, árvores caíram em frente ao Hospital da Unimed e também há registro de queda de árvore no estacionamento do Hospital da Cassems. Em ambos os casos, não houve vítimas.

Na Avenida Bom Pastor, o toldo do Âncora Burger caiu durante o temporal. Parte da estrutura se soltou e  sobre a calçada, mas não atingiu nenhum pedestre. O estabelecimento estava fechado ao público no momento do incidente.

Na mesma rua, duas árvores caíram sobre diferentes casas, sendo uma no telhado e outra que atingiu o portão da residência. Os danos foram apenas materiais, sem vítimas. A região ficou sem energia elétrica, assim como vários bairros em diferentes regiões da Capital.

O servidor público federal aposentado, Ivan Ferreira Domingues, 67 anos, é morador de uma das casas e disse que estava na residência com a esposa e com o neto.

“A chuva fez com que a energia acabasse e com isso nós fomos para o quarto. Conforme os minutos foram passando, comecei a escutar barulho de granizo e logo em seguida um barulho muito grande, achei que fosse trovão, mas quando saí de casa, vi que a árvore tinha caído em parte do telhado”, disse.

“Além disso, a árvore caiu em algumas telhas, principalmente na garagem, além de uma parte do muro da casa do vizinho. Felizmente ninguém se machucou, agora, teremos que ligar para a prefeitura e pedir para removerem o que sobrou da árvore”, acrescentou o morador.

No bairro Cristo Redentor, região do Itamaracá, um poste de energia caiu e ficou atravessado sobre a via.

De acordo com vídeos postados nas redes sociais, houve queda de granizo também em diversos bairros, como Taveirópolis, Tiradentes e Pioneiros, entre outros.

Árvore caiu sobre o portão de uma casa na Bom Pastor (Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado)

Previsão

A chuva forte durou menos de uma hora, mas há alerta vigente para o risco da ocorrência de novos temporais nesta segunda-feira (3). 

Conforme alerta do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), pode ocorrer chuva entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, ventos intensos (60-100 km/h), e queda de granizo. Com isso, há risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e de alagamentos.

As chuvas devem persistir durante toda a semana, mas com intensidade fraca a moderada. 

Segundo o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), essa configuração atmosférica está associada ao intenso transporte de calor e umidade, em combinação com a atuação de áreas de baixa pressão.

Além disso, o deslocamento de cavados e o avanço de uma frente fria oceânica favorecem a formação e organização de instabilidades.

As temperaturas, no entanto, devem permanecer na média de 30°C as máximas, com mínima de 21°C.

Trimestre

O próximo trimestre, de novembro a janeiro, deve ser de calor acima da média e chuvas irregulares em todo Mato Grosso do Sul, de acordo com o prognóstico do Cemtec. 

Climatologicamente, em grande parte do Estado, as temperaturas médias variam entre 24°C a 26°C. Por outro lado, nas regiões noroeste e nordeste as temperaturas variam entre 26-28°C no trimestre novembro-dezembro-janeiro. 

A previsão climática indica temperaturas do ar ligeiramente acima da média histórica. Dessa forma, o trimestre terá condições mais quentes que o normal em Mato Grosso do Sul.

Com relação às chuvas, a tendência climática indica um cenário de incerteza na distribuição das chuvas, com previsão de precipitação irregular, podendo ocorrer volumes ligeiramente abaixo ou acima da média histórica, a depender da região do estado. 

* Colaborou Karina Varjão



*Créditos Correio do Estado*

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