Moradores relatam mais de 10 colisões, todas com veículos que atravessaram canteiro cercado no local
Colisão entre Jeep Compass e Renault Kwid na esquina das ruas Joaquim Nabuco com Barão do Rio Branco, em Campo Grande, reacende debate sobre segurança viária na região. O acidente, ocorrido na manhã desta terça-feira (20), não deixou feridos, mas evidencia problema recorrente no local. Moradores e comerciantes relatam aproximadamente dez acidentes apenas este ano no trecho, incluindo capotamentos e colisões graves. A comunidade reivindica a instalação de redutores de velocidade e semáforos, alertando que o estreitamento da via devido a obras locais agravou a situação já crítica.
Colisão envolvendo um Jeep Compass e um Renault Kwid chamou atenção na esquina das ruas Joaquim Nabuco com Barão do Rio Branco, próximo à obra atrás da antiga rodoviária de Campo Grande, na manhã desta terça-feira (20). Os veículos desceram em sentidos opostos e colidiram após o motorista do Kwid furar a placa de “Pare”. Ambos os ocupantes saíram ilesos, mas o episódio voltou a reforçar uma reclamação antiga de comerciantes e moradores: os acidentes nesse trecho se tornaram rotina.
“Eu só me assustei desta vez”, relatou Carlos Antônio da Costa, 46 anos, comerciante que mantém o comércio na esquina há 18 anos. “A gente pede um quebra-molas aqui na Joaquim Nabuco e na Barão do Rio Branco. Normalmente os carros passam a 100 km/h. A imprudência é diária. Com a obra, estreitaram a pista e o que já era ruim ficou pior”.
Elidia Maria da Silva, 54 anos, moradora da região, presenciou outros acidentes. “Eu estava indo pegar a bolsa no carro quando ouvi o barulho. Não é nem o terceiro acidente que vejo por aqui. Um quebra-molas ajudaria, talvez no meio do quarteirão. Facilitaria até a travessia de pedestres, porque as pessoas descem com tudo quando abre o sinal”.
O comerciante Alexandre Kaue Fernandes de Souza, de 32 anos, testemunhou o acidente mais recente. “Eu estava trocando as roupas do manequim quando vi o Jeep descendo pela Joaquim e o Kwid pela Barão. O Kwid bateu na roda do Jeep, não conseguiu frear e acabou invadindo a obra. Um carro vermelho que estava descarregando quase foi atingido. Aqui precisa de um semáforo ou, pelo menos, um quebra-molas para obrigar a pessoa a parar”.
Segundo relatos de moradores e trabalhadores da região, o trecho tem histórico de acidentes frequentes: cerca de 10 ocorrências só neste ano, incluindo carros capotados e um veículo que colidiu contra um poste há cinco meses. Em dezembro de 2023, um rapaz chegou a perder um dedo em outro acidente no local.
Brena Perotti, de 21 anos, trabalha como vendedora em uma lotérica próxima e gravou diversos vídeos de acidentes antigos. “Nesse tempo já foram muitos. Alguns nem dá tempo de filmar. Já brigaram muito por quebra-molas aqui, mas não resolve. Precisaria de pelo menos um na Barão do Rio Branco e um redutor na Joaquim. Estão literalmente esperando alguém morrer”.
A diminuição da via devido aos tapumes da obra e o fluxo intenso na região central de Campo Grande têm sido apontados como fatores que aumentam os riscos. Comerciantes e moradores reforçam a necessidade urgente de medidas de segurança, como semáforos, redutores de velocidade e quebra-molas.
O motorista do Kwid, de 29 anos, não quis se manifestar.
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