Uma carga contendo garrafas vazias de whisky da marca White Horse, totalizando cerca de 900 quilos, foi apreendida na noite deste sábado (4) por equipes da Polícia Civil do Mato Grosso do Sul durante uma operação de fiscalização na região do bairro Noroeste, em Campo Grande. A ação faz parte de uma força-tarefa coordenada pelo Governo do Estado com foco em crimes contra as relações de consumo, e ocorre após uma centena de casos registrados suspeitos de intoxicação por metanol encontrado em bebidas destiladas.
As garrafas foram encontradas escondidas na parte frontal do baú de um caminhão, em meio a uma carga diversificada. A ocultação visava dificultar a identificação do material ilícito. O veículo foi abordado na rodovia BR-262 por agentes da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (GARRAS).
De acordo com a Polícia, não havia nota fiscal que comprovasse a origem ou o destino legal da carga, apenas uma declaração de transporte. O motorista foi ouvido e liberado, e os policiais seguiram até o endereço informado como destino da mercadoria, mas o local estava fechado no momento da diligência.
A principal suspeita é de que as garrafas vazias seriam reutilizadas para a falsificação de bebidas alcoólicas, prática considerada crime e que representa risco direto à saúde dos consumidores. O material e toda a documentação foram encaminhados à Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (DECON), que irá conduzir a investigação.
Fiscalização no Centro
A operação de fiscalização em casas noturnas, conveniências e tabacarias de Campo Grande contou com o apoio de outras delegacias especializadas, como a DEOPS e o GARRAS, além da Vigilância Sanitária Estadual e Municipal e do Procon/MS. Uma das vistorias ocorreu em uma casa noturna na Avenida Afonso Pena, onde os agentes encontraram diversas garrafas de bebidas vencidas ou sem origem comprovada, incluindo vinhos, energéticos, licores e cachaças.
As bebidas vencidas foram recolhidas pela Vigilância Sanitária Municipal para descarte, enquanto os produtos sem procedência podem configurar crimes como descaminho e infrações contra as relações de consumo, com penas que variam de um a cinco anos de reclusão ou multa.
O gerente e um fiscal do local foram levados à DECON para prestar esclarecimentos. Segundo o delegado Wilton Vilas Boas, será instaurado um inquérito policial para apurar as responsabilidades. A operação teve como objetivo coibir práticas ilegais e proteger os direitos e a saúde dos consumidores.
Guarda Civil Metropolitana
A Operação Metanol 2 foi realizada entre 22h e 1h10 deste domingo (5), com o objetivo de fiscalizar bares e ambulantes quanto à venda de bebidas alcoólicas, focando na procedência e possíveis adulterações.
A ação contou com a participação da GCM, Polícia Civil (Garras), PROCON/MS e Vigilâncias Sanitárias estadual e municipal. As equipes se reuniram na sede da DECON, onde iniciaram o alinhamento operacional. Durante as vistorias, não houve prisões, mas um bar foi lacrado por não ter alvará para funcionamento em horário especial.
Locais fiscalizados
– Smoke Lounge – Av. Júlio de Castilho, 1976 – Bairro Santo Amaro
– Vip Beer Lounge – Rua Gen. Bertoldo Klinger, 473 – Bairro Vila Nossa Senhora das Graças
– Valey PUB – Av. Afonso Pena
– Royal – Av. Arquiteto Rubens Gil de Camillo, 20
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