Saúde e Bem-Estar
Secretaria estadual definiu comitê que poderá fazer terapias integrativas serem ampliadas no SUS
Por Cassia Modena | 20/03/2026 08:08
A SES (Secretaria Estadual de Mato Grosso do Sul) criou, em resolução publicada hoje (20) no Diário Oficial, um grupo técnico que vai coordenar o avanço do uso de plantas medicinais e fitoterápicos nas unidades da rede pública do Estado.
A Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul instituiu um grupo técnico para impulsionar o uso de plantas medicinais e fitoterápicos na rede pública estadual. A iniciativa, publicada no Diário Oficial, visa expandir práticas reconhecidas pelo Sistema Único de Saúde desde 2006.O grupo será composto por 14 representantes de diversos setores, incluindo a Superintendência de Atenção Primária, universidades e um membro da sociedade civil. Entre as plantas medicinais tradicionais estão camomila, guaco, babosa e boldo, que podem ser utilizadas após certificação da Anvisa.
Exemplos de plantas usadas na medicina tradicional são a camomila, o guaco, babosa e boldo. Já os fitoterápicos são produtos produzidos a partir de extratos vegetais delas e que possuem indicação segura quando são certificados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
O SUS (Sistema Único de Saúde) reconhece essas e outras práticas integrativas como complementares ao tratamento e prevenção de doenças desde 2006. Atualmente, são 29 as instituídas pela Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares. Além do uso de plantas, estão na relação a yoga, a meditação, a acupuntura, o Reiki, terapias florais, entre outros.
O grupo será formado por 14 representantes dos seguintes órgãos e instituições:
- Superintendência de Atenção Primária em Saúde da SES;
- Coordenadoria de Assistência Farmacêutica;
- Escola de Saúde Pública;
- Coordenadoria Estadual de Vigilância Sanitária;
- Pesquisadores e professores de universidades e instituições ligados ao estudo de plantas medicinais e fitoterápicos;
- Conselho Estadual de Saúde.
Um representante da sociedade civil também vai compor o comitê. A resolução prevê, ainda, que outras entidades, instituições e especialistas sejam convidadas.
