Carlos Eduardo Serem Ruberdo, de 22 anos, é julgado nesta terça-feira (16) no Tribunal do Júri, em Campo Grande, acusado de assassinar com tiro Bruno Justino Campidelli, de 24 anos.
O crime aconteceu na manhã de 10 de maio de 2024, em via pública, na esquina da Rua Jatobá com a Rua Ângelo Serensa, após uma confusão em uma tabacaria no bairro Guanandi.
Durante a tramitação do processo, Carlos Eduardo confessou ser o dono da arma utilizada. Ele afirmou que adquiriu o revólver após ter sido vítima de uma tentativa de homicídio em 2022 e que passou a andar armado para sua própria proteção.
O acusado, no entanto, negou ter tido a intenção de matar. Segundo a versão apresentada, a vítima, que estava em uma motocicleta, teria feito um gesto que ele interpretou como uma tentativa de sacar uma arma. Diante disso, disse que disparou três vezes apenas para “afugentar”, sem intenção de atingir ou matar.
As alegações do acusado serão analisadas pelo corpo de jurados da 1ª Vara do Tribunal do Júri. O julgamento é presidido pelo juiz Carlos Alberto Garcete.
Como funciona o júri popular?
O júri popular é previsto na Constituição Federal como garantia individual para o julgamento de crimes dolosos contra a vida. Ele funciona em duas fases.
A primeira é a instrução processual, em que se produzem provas e se decide se o caso vai ou não a julgamento.
A segunda é o julgamento em si, realizado por sete jurados escolhidos entre 25 convocados para a sessão. Essas pessoas, que não são juízes de carreira, formam o Conselho de Sentença e decidem o destino do réu.
No plenário, são ouvidas as testemunhas de acusação e defesa, e depois o réu. Em seguida, acusação e defesa apresentam seus argumentos, podendo haver réplica e tréplica.
Depois, os jurados votam de forma sigilosa respondendo “sim” ou “não” aos quesitos apresentados pelo juiz. O magistrado anuncia a decisão final, que deve respeitar o que foi decidido pelos jurados.
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