Polícia
Operação Ifrit cumpre mandados em sete estados e investiga envolvimento de agentes de segurança em organização criminosa
Uma organização criminosa transnacional, coordenada por um núcleo familiar e com atuação na fronteira entre Ponta Porã (MS) e Pedro Juan Caballero, no Paraguai, é alvo da Operação Ifrit, deflagrada nesta quarta-feira (4) pela Polícia Federal e Receita Federal.
A ação, autorizada pela Justiça Federal de Campo Grande, investiga um esquema de tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro, com participação de policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul, além de um policial rodoviário federal.
Segundo as investigações, o grupo mantinha ligações com facções criminosas e utilizava veículos blindados e armamento para controlar territórios e intimidar rivais. A organização também é investigada por sequestros, torturas, atentados e homicídios.
As apurações apontam que drogas e armas eram obtidas na Bolívia, Peru e Paraguai, com distribuição no Brasil e envio de entorpecentes à Europa, especialmente Espanha e Portugal.
Ao todo, a operação cumpre 76 mandados de busca e apreensão, 25 de prisão preventiva e um de prisão temporária, além de medidas de monitoramento eletrônico e afastamento de três policiais civis. As ações ocorrem em Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia.
