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Em MS, ministro defende parceria entre governo e setor privado para alavancar economia

O Ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a economia brasileira vive um bom momento, mas destacou que um dos principais desafios é enfrentar os juros elevados. Durante evento com empresários em Campo Grande, nesta quinta-feira (30), ele afirmou que a redução dessas taxas exige uma atuação conjunta entre o governo federal e o setor privado.

O ministro foi palestrante no evento “Encontro Empresarial – Reforma Tributária e o Futuro da Economia”, realizado na Casa da Indústria.

Antes do início da palestra, o ministro ressaltou que, embora a economia tenha apresentado resultados positivos, como baixo desemprego e inflação, há desafios, citando que a tributação no País é “ruim, caótica e difícil” e a taxa de juros ainda representa um entrave ao desenvolvimento do País.

Para enfrentar esse problema, ele defende que o Estado deve ser “forte e eficiente”, mas que deve caminhar ao lado de uma iniciativa privada fortalecida.

“Os juros altos do país, nós temos que encarar esse problema e lidar, dentro do que é competência do governo, do que é competência do Banco Central, com um esforço de futuro para o país, para que a gente tenha um Estado forte, que seja forte, eficiente, com controle de gasto, que cumpra as suas funções, mas que tenha também uma iniciativa privada forte”, disse.

“Não há essa dicotomia entre uma coisa e outra, como não há dicotomia entre responsabilidade fiscal, responsabilidade social e ambiental. Temos quee caminhar juntos, sob pena de a gente ter um país governado às metades, sob pena de a gente deixar fatias, setores da nossa sociedade para trás, este é o nosso compromisso”, acrescentou.

Durigan disse ainda que, principalmente no momento em que os Estados Unidos aplicaram novo tarifaço ao Brasil, é importante a proximidade com o setor privado e produtivo para entender as demandas e buscar soluções que ajudem na manutenção de empregos e ampliação de investimentos.

Federalismo de cooperação

Durante o discurso, Durigan também defendeu o chamado “federalismo de cooperação”, afirmando que o governo federal busca trabalhar em parceria com estados e municípios, independentemente de alinhamentos políticos.

Como exemplo, ele voltou a citar o refinanciamento de R$ 7,7 bilhões da dívida de Mato Grosso do Sul com a União por meio do  Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).

A iniciativa prevê descontos nos juros e parcelamento do saldo das dívidas em até 30 anos, com possibilidade de amortizações extraordinárias e redução dos valores das parcelas nos primeiros cinco anos. 

Durigan destacou que a medida amplia a capacidade de investimento do Estado em área como educação e segurança pública.

“Tem outros contratos que tiveram funding do BNDES, do Banco do Brasil, aval do Tesouro, que foram feitos pelo Governo do Estado e que eu estou aqui para, de fato, ver esses avanços na infraestrutura, colher essa impressão das pessoas”, disse o ministro.

Resultado da Quina de hoje, concurso 7079, quinta-feira (30/07)

*Créditos Correio do Estado*

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